Passagem: quem paga a conta é a população

Mais uma vez a população paga o preço pela falta de uma política pública de transporte eficiente e que te fato esteja direcionada ao bem comum.

A Prefeitura divulga que a Companhia Petropolitana de Transporte e Trânsito (CPTrans) negou o reajuste pedido pelas empresas de ônibus que seria de 14,1%, levando a passagem de R$ 3,90 para R$ 4,45. De acordo com a Prefeitura, a CPTrans chegou a conclusão que o valor correto e aceitável é de R$ 4,20 para quem paga em dinheiro e R$ 4,10 para quem paga no cartão.

Porém, para quem acompanhou a reunião do Conselho Municipal de Transporte e Trânsito (Comutran), quando os valores da CPTrans foram apresentados e aprovados, teve a impressão que já estava tudo acertado entre as empresas e a Prefeitura, apesar da manifestação da representante do Sindicato das Empresas, que, com muita propriedade frisou que o valor não cobre as despesas e que pode levar o sistema de transporte público ao caos.

A representante sugeriu e insistiu que seja feito um estudo imediato para reduzir o custo do sistema e melhorar a qualidade do atendimento a população, pois a cada ano o sistema perde passageiros. A representante voltou a falar das gratuidades, frisando que com a queda de passageiros e o aumento da gratuidade quem paga a conta do sistema é o trabalhador.

Infelizmente não precisa de estudo para ver que, ao longo dos últimos 50 anos quem  paga a conta do transporte público é o trabalhador, que já paga seus impostos e mesmo assim tem um serviço deficiente.

O Governo Municipal não fez mais do que sua obrigação em impedir que o aumento absurdo proposto pelas empresas fosse aprovado. É lamentável que tenha dado 7,6% de reajuste. Percentual que nenhuma categoria trabalhadora recebeu ao reivindicar reajuste salarial. Não é favor nenhum do Governo em buscar uma tarifa mais baixa e um serviço de qualidade.

Afinal de contas ele foi eleito para administrar a cidade pelo bem todos e não para o bem deste ou daquele grupo político ou econômico.

A passagem de ônibus é cara, compromete o orçamento das famílias petropolitanas, que, além disto, fica a todo momento correndo o risco de perder o direito a gratuidade ou ter regras que vão restringir, seja para estudantes, idosos e pessoas com necessidade de tratamento continuado.

O aumento de passagem em 7,6%, neste momento econômico que o país vive, é um absurdo, até porque, o governo ainda não sinalizou se dará aumento aos servidores municipais. Lá se vão mais de um ano e até agora receberam apenas promessas.

Um sistema público de transporte quando não se tem uma política pública séria de transporte, quando não se leva em conta a necessidade de mudança de paradigmas, quem paga a conta é a população.

Roni pode assumir Prefeitura

No fim de semana e na segunda-feira, dia 18 de junho, circulou em várias redes sociais e alguns sites de notícias, devido nota publicada domingo, no Estadão, que o Tribunal Superior Eleitoral (TRE) vai julgar uma ação contra o prefeito Bernardo Rossi.

Como o julgamento vai acontecer no plenário do TSE, tudo pode acontecer, seja pelo arquivamento do processo ou pela cassação do mandato do prefeito Rossi e de seu vice, Baninho.

Se isto acontecer, Petrópolis terá novas eleições municipais, como ocorreu em Teresópolis recentemente e vai ocorrer em outros municípios do Estado do Rio.

Mas, o que me chama atenção neste momento é a possível ascensão do vereador Roni Medeiros ao cargo de prefeito, caso Bernardo Rossi seja cassado. Pelo menos, no período entre a cassação e a realização da eleição para eleger novo prefeito.

O vereador Roni que sempre se manteve numa atuação discreta, tanto no seu primeiro mandato como neste segundo, até abril deste ano, teve que assumir a presidência da Câmara devido a prisão do vereador Paulo Igor e agora tem a possibilidade de assumir a Prefeitura.

Não sei se é sorte ou azar, mas que do ponto de vista político o destino tem lhe dado a oportunidade de sair de vez da sombra do irmão, o ex-vereador e ex-deputado Ronaldo Medeiros e se transformar na liderança política da família Medeiros e do grupo que os apoia há anos.

Se isto vier a acontecer, inclusive o PTB terá que olhar de forma diferente para o seu vereador.